segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O MANUAL DO BRUXO - ALLAN ZOLA KRONZEK - 19







Fofo, o gigantesco cachorro de três cabeças que é o guardião da Pedra Filosofal em Hogwarts, tem uma herança mitológica que remonta a mais de três mil anos. Seu antepassado mais importante foi Cérbero, o feroz cão da mitologia grega e romana que guardava a entra­da para o mundo subterrâneo das almas.



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Fofo, o gigantesco cachorro de três cabeças que é o guardião da Pedra Filosofal em Hogwarts, tem uma herança mitológica que remonta a mais de três mil anos. Seu antepassado mais importante foi Cérbero, o feroz cão da mitologia grega e romana que guardava a entra­da para o mundo subterrâneo das almas. No século VIII a.C., o poeta Hesíodo descreveu Cérbero como um cão de cinqüenta cabeças e uma voz metálica. Mas, pelo visto, apenas dois séculos depois, cinqüenta cabeças já parecia um pouco demais, mesmo para um feroz cão de guar­da. Os artistas passaram, então, a retratar Cérbero com apenas três cabeças, uma cauda de dragão e a coluna vertebral repleta de serpentes. Essa se tornou a imagem oficial da fera.
Os gregos antigos acreditavam que, quando uma pessoa morria, seu espírito descia para outro mundo. Governado pelo deus Hades e sua mulher Perséfone, esse "mundo subterrâneo" era o destino de todas as almas, boas ou más, mas a qualidade da vida que teriam lá dependia de como haviam se comportado na Terra. Como cão de guarda do mundo subterrâneo, o trabalho de Cérbero era impedir que alguém fugisse do reino de Hades depois de ter cruzado seus portões. Filho de dois mons­tros terríveis (o pai era um gigante cuspidor de fogo coberto de ser­pentes e a mãe era uma metade-mulher, metade-serpente que devorava homens), Cérbero não tinha dificuldade em assustar as pessoas. Se a sim­ples visão da criatura não fosse suficiente, os dentes afiados das três cabeças do cão feroz e os espinhos de sua cauda podiam ser usados com bastante eficácia.
Apenas alguns personagens da mitologia conseguiram enganar Cérbero e completar a jornada de volta para o mundo dos vivos. A ninfa
Psique conseguiu escapar dando ao cachorro um bolo de mel envenena­do, e Enéias, herói da Guerra de Tróia, seguiu seu exemplo. O músico Orfeu, que desceu ao mundo subterrâneo em busca de sua mulher morta, Eurídice, tocou sua lira de forma tão bela que Cérbero fechou seus olhos, encantado, e o deixou passar. (Fofo reage da mesma forma à música.) E Hércules, completando o último dos doze trabalhos, lutou com Cérbero com as próprias mãos e conseguiu levar a criatura de volta para a Terra por um breve período de tempo.
Diz a lenda que, durante seus dias no mundo dos vivos, Cérbero babou, como qualquer outro cachorro. Algumas gotas de sua saliva caíram na terra, de onde nasceu uma planta venenosa chamada acôni­to. Também conhecida como mata-lobos, o acônito é uma planta de verdade que era muito usada nas poções e ungüentos de bruxas, tanto fictícias quanto reais.






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